Linda Martini estreiam-se no Teatro Aveirense


                Os Linda Martini andam pelo país durante este mês de março a promover as reedições dos seus trabalhos mais antigos (os EPs Linda Martini + Marsupial num vinil duplo, Olhos de Mongol em CD e vinil e Casa Ocupada em CD e vinil), tocando em sítios onde nunca tinham passado (no dia 19 no Teatro de Vila Real, 20 no Teatro Municipal da Guarda e 21 no Teatro Aveirense) e celebrando 10 anos de concertos com casas esgotadas. Como seria de esperar, não podia perder o concerto deles em Aveiro.

         A sala estava a abarrotar quando a banda sobe ao palco. É bastante estranho assistir a um concerto dos Linda Martini sentado, mas era isto que se via. Começam com A Severa (ver de perto), música que faz faísca e o chão tremer com o bater dos pés do público. Abanam-se umas cabeças, batem-se umas palmas e no fim o Hélio Morais usa um “foda-se” em modo de obrigado: obrigado pela casa cheia, porque, nas suas palavras “já não vínhamos a Aveiro há algum tempo e isto não é nenhuma Queima, portanto isso significa que vocês estão cá para nos ver só a nós, isso enche-nos o coração”. Segue-se o Panteão e Nós Os Outros e as faíscas incendeiam a sala quando se ouve o riff inicial de Juventude Sónica, toda a gente se levanta e se encosta ao palco, começa o mosh e ninguém mais se torna a sentar, porque é impossível ver um concerto de Linda Martini sentado.
Os ânimos acalmam com a música que pede emprestada a letra a José Mário Branco, Partir Para Ficar, começando aí a viagem ao passado de forma mais “a sério”, com Belarmino Vs., Queluz Menos Luz e Raposo Manhoso, o primeiro dos dois temas tocados neste concerto do reeditado Marsupial. Continuam com o seu hino, berrado pelo público em plenos pulmões, Amor Combate, e o segundo tema do Marsupial, A Corda Do Elefante Sem Corda. O público puxa pela banda e eles preparam-se para terminar o concerto com Volta, Ratos e, por fim, uma daquelas que já não era tocada há bastante tempo, Elevador. A banda sai do palco sob uma chuva de aplausos, urros e assobios, agradecendo a magnífica noite que os seus devotos fãs lhes proporcionaram.
Não sendo uma banda que costuma fazer encores, estes são usados pelos Linda como uma das formas máximas de agradecer o empenho do público. Tornam a subir ao palco para surpreender a plateia, ou pelo menos alguns elementos desta, que abrem a boca de espanto e felicidade quando notam que a Lição de Vôo Nº1 está a ser tocada. E, para finalizar, um concerto de Linda Martini não seria um concerto de Linda Martini se não acabasse com Cem Metros Sereia e um coro de “foder é perto de te amar, se eu não ficar perto”.
Escusam de tentar comprar bilhetes para os próximos 3 concertos no Musicbox, pois estes esgotaram numa questão de dias. 3 datas em que irão tocar, na íntegra, os seus dois EPs e os seus dois primeiros álbuns, sendo os EPs no dia 26, Olhos de Mongol a 27 e Casa Ocupada a 28 de março. Se os concertos forem metade do que foi esta estreia no Teatro Aveirense então o público ficará bem servido. É caso para dizer quem nos dera estar no Musicbox a ouvir Linda Martini. No fim do concerto falei com o Pedro Geraldes e com o André Henriques e eles disseram que responderiam às nossas perguntas se lhes mandássemos um e-mail, portanto fiquem à espera de novidades.

Por fim deixamos os nossos parabéns à Cláudia Guerreiro, que está de esperanças e fica linda com a barriguinha redonda. O miúdo será um autêntico Filho da Mãe (piada fácil, mas necessária).
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